Estudo inédito · CMOs · Edição 2026

Raio-X do CMO Brasileiro

Quem é a geração que está construindo o Marketing no Brasil?

Uma análise completa de 88 milhões de dados sobre quem são, como chegaram lá e como operam os líderes de marketing do Brasil. Descubra onde você está nesse mapa e o que os CMOs que mais performam têm em comum.

0CMOs analisados
0.00MExperiências profissionais
0.00MEmpresas mapeadas
0.00MProfissionais na base

CMOs mais admirados pelo mercado

Nomes do marketing B2B e B2C — uma curadoria do estudo Driva + B2B Insiders, baseada em trajetória, impacto na empresa atual e influência no ecossistema.

Mercado B2B
Doze nomes do marketing B2B
  1. Diana Rodrigues
    Diana Rodrigues
    TOTVS
  2. Vicente Rezende
    Vicente Rezende
    RD Station
  3. Daniel Rosa
    Daniel Rosa
    Omie
  4. Thalita Moreno Tomé
    Thalita Moreno Tomé
    Tera
  5. Pethra Vargas Ferraz
    Pethra Vargas Ferraz
    Mercado Pago
  6. Zachary Fox
    Zachary Fox
    Caju
  7. Erich Shibata
    Erich Shibata
    Cimed
  8. Roberta Savattero
    Roberta Savattero
    Arco Educação
  9. Fernando Cesário
    Fernando Cesário
    ESPM
  10. Vinícius Ribeiro Lima
    Vinícius Ribeiro Lima
    Onfly
  11. Thiago Rocha
    Thiago Rocha
    Nuvemshop
  12. Robinson Friede
    Robinson Friede
    RD Station
Mercado B2C
Doze nomes do marketing B2C
  1. Dani Waks
    Dani Waks
    Ambev
  2. João Branco
    João Branco
    McDonald's
  3. Tahiana D'Egmont
    Tahiana D'Egmont
    Nomad
  4. Cecília Bottai Mondino
    Cecília Bottai Mondino
    Heineken
  5. Juliana Roschel
    Juliana Roschel
    Nubank
  6. Camila Nunes
    Camila Nunes
    Amazon
  7. Analigia R. Martins
    Analigia R. Martins
    Duolingo
  8. Felipe Cohen
    Felipe Cohen
    Magalu
  9. Ana Gabriela
    Ana Gabriela
    iFood
  10. Taciana Lopes
    Taciana Lopes
    Mastercard
  11. Beatriz Bottesi
    Beatriz Bottesi
    Meta
  12. Gabriel Porto
    Gabriel Porto
    Sem Parar

O mercado B2B explodiu na última década

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dos CMOs B2B passaram por agências de publicidade na carreira. Contra 19% no B2C — 2,9x mais.

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dos CMOs B2B estão em empresas com até 50 funcionários. O marketing B2B brasileiro é puxado por startups e scale-ups.

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anos é a mediana de permanência no cargo, tanto no B2B quanto no B2C. Mais da metade fica 3+ anos.

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mais CMOs B2B passaram por Design na carreira do que B2C (21,2% vs 11,8%). O marketing B2B valoriza a criatividade visual.

Em 2015 surgiram 240 novos CMOs B2B no Brasil. Em 2024, foram 1.591. Um crescimento de 6,6x em 10 anos.

2025 já consolidou um novo patamar de 1.860 novos CMOs B2B. Não foi pico, foi nova base.

Quando os atuais CMOs B2B assumiram o cargo
Quantidade de diretores que iniciaram na posição atual, por ano
Quer ver o tamanho real do seu mercado e onde expandir? A Driva te entrega dados específicos do seu ICP a partir de mais de 27 milhões de empresas mapeadas.
Quero uma amostra do meu mercado
Mercado B2B
10.518
Diretores de Marketing. Mais da metade de toda a liderança de marketing do país (59,6%) está no B2B.
Mercado B2C
4.027
Diretores de Marketing (22,8% do total) representando varejo, hospitalidade, educação e bens de consumo.

O B2B é 2,6x maior que o B2C em líderes de Marketing.

57% deles estão em empresas de até 50 funcionários. Um boom puxado por startups, scale-ups e PMEs que se profissionalizaram nos últimos 10 anos.

É o ciclo do venture capital brasileiro materializado em currículo de Marketing.

Tamanho da empresa onde atuam
Distribuição dos CMOs por faixa de funcionários da empresa atual

O mercado B2B brasileiro despertou para o Marketing nos últimos anos. Até então, a área consistia essencialmente em ‘ir pra feira, fazer brindes e cuidar do site’.

Hoje virou função do C-level com 1.860 vagas novas só em um ano.

David Costa Lima
David Costa Lima
B2B Insiders

O CMO por porte da empresa.

O CMO em startups, scale-ups e PMEs

Em empresas menores, o CMO navega em um ambiente de maior dinamismo, incertezas e recursos enxutos. O stack é mais simples, o time é menor, muitas vezes com o próprio head operando parte dos canais, e o foco está em encontrar os alavancas que funcionam e construir tração com eficiência.

Nesse contexto, a proximidade com vendas é fundamental. O ciclo de feedback é curto e a pressão por pipeline é maior. O CMO precisa equilibrar a construção de marca de longo prazo com geração de demanda no curto — e fazer isso com budget que exige priorização.

A competência mais valorizada aqui é a capacidade de tomar boas decisões com poucos dados. Testar rápido, aprender rápido e realocar recursos antes que o erro se torne caro. É um perfil mais orientado à execução e descoberta — que funciona bem justamente porque a velocidade compensa a falta de escala.

O CMO em empresas maiores

Em empresas mais estruturadas, o jogo muda de natureza. Há time especializado, agências parceiras, histórico de dados e processos estabelecidos. O desafio central deixa de ser descoberta e passa a ser consistência e escala: como fazer o que já funciona rodar com maior volume e previsibilidade.

O budget maior traz complexidade diferente. Mais canais para coordenar, mais stakeholders para alinhar, mais rigor na mensuração de ROI. A função se torna cada vez mais sobre gestão — de time, de agências, de expectativas do board — do que sobre execução direta.

O que separa os dois perfis

Os dados mostram que mais da metade dos CMOs B2B brasileiros opera no primeiro perfil — construtores atuando em ambientes que ainda estão definindo seus modelos de crescimento. O restante opera no segundo — profissionais que já têm a máquina rodando e precisam fazê-la escalar.

São trajetórias que desenvolvem habilidades diferentes, valorizam competências distintas e formam profissionais com visões de mundo complementares sobre o que é marketing B2B na prática.

O mercado que entende essa distinção contrata melhor. O profissional que entende em qual dos dois contextos performa melhor constrói uma carreira mais consistente.

O mito da cadeira com alta rotatividade.

A mediana de permanência no cargo é de 3,4 anos, mais do que o mercado imagina para uma função historicamente vista como de alta rotatividade.

O currículo do CMO B2B também revela uma trajetória mais movimentada: média de 6,2 experiências em 4,2 empresas distintas, comparados aos 5,6 experiências e 3,8 empresas no B2C.

Os números do B2B mostram a diversidade de contexto. Agências, consultorias, empresas de tecnologia, scale-ups. Uma carreira construída em camadas, não em linha reta.

Comparativo de perfil: B2B vs B2C
Métricas-chave da carreira dos diretores de marketing em cada segmento
Quanto tempo ficam no cargo?
Distribuição do tempo de permanência na posição atual

Treinados para marca. Contratados para receita.

56% dos CMOs B2B brasileiros passaram por agência de publicidade. As casas mais famosas no currículo são referências absolutas em comunicação de marca. Uma escola de criatividade, alcance, cultura.

CMOs B2B que passaram por agências
55,9%
5.885 de 10.518 diretores
CMOs B2C que passaram por agências
19,2%
773 de 4.027 diretores

No B2B, a criatividade importa e se torna diferencial. Mas o B2B também exige outro campo de jogo: vendas complexas, ciclo longo, comitê de compra, geração de demanda mensurável.

Apenas 3% dos CMOs B2B carregam títulos como Growth, Performance ou Revenue Marketing. A nomenclatura que descreve quem entrega receita ainda é minoria absoluta entre os líderes de marketing B2B do país.

Esse gap não é um problema de quem chegou. É uma janela aberta. Para quem já opera com mentalidade de receita no B2B — ou está construindo isso agora — o espaço é grande e a concorrência ainda é pequena.

David Costa Lima
David Costa Lima
B2B Insiders
Top 15 empresas no currículo dos CMOs B2B
As empresas que mais aparecem no currículo dos CMOs B2B
  1. 1África
  2. 2WMcCann
  3. 3AlmapBBDO
  4. 4Publicis Brasil
  5. 5Ogilvy Brasil
  6. 6Artplan
  7. 7DM9DDB
  8. 8Young & Rubicam
  1. 9FCB Brasil
  2. 10DPZ&T
  3. 11Talent Marcel
  4. 12Lew'Lara\TBWA
  5. 13VML
  6. 14F/Nazca Saatchi & Saatchi
  7. 15BETC HAVAS

A formação acadêmica dos CMOs.

A formação acadêmica é a primeira camada de filtro do mercado. Ela indica onde o profissional foi treinado, em que escola pensou marketing pela primeira vez e qual rede de contatos carrega na bagagem. Olhamos os 17.633 CMOs e mapeamos onde estudaram.

Têm pós-graduação
33,9%
5.984 dos 17.633 CMOs
Um terço dos CMOs B2B tem pelo menos uma pós-graduação no currículo — MBA, mestrado ou especialização. É a evidência clara de uma classe profissional que investe em formação continuada e usa a escola como ferramenta de progressão de carreira.
Top 10 — Graduação
Instituições que mais aparecem na formação dos CMOs
  1. 1ESPM
    Perfis
    975
  2. 2Anhembi Morumbi
    Perfis
    500
  3. 3Estácio
    Perfis
    497
  4. 4Mackenzie
    Perfis
    439
  5. 5USP
    Perfis
    417
  6. 6Universidade Paulista
    Perfis
    380
  7. 7FGV
    Perfis
    338
  8. 8FAAP
    Perfis
    320
  9. 9Universidade Metodista
    Perfis
    282
  10. 10Senac
    Perfis
    263
Top 10 — Pós-graduação
Onde os CMOs voltam à sala de aula para o próximo passo
  1. 1FGV
    Perfis
    1257
  2. 2ESPM
    Perfis
    802
  3. 3USP
    Perfis
    482
  4. 4Fundação Dom Cabral
    Perfis
    332
  5. 5PUC-RS
    Perfis
    309
  6. 6Insper
    Perfis
    216
  7. 7FIA
    Perfis
    209
  8. 8Ibmec
    Perfis
    183
  9. 9FAAP
    Perfis
    138
  10. 10Estácio
    Perfis
    131
Top 10 — Cursos de graduação
A graduação que abre a porta pro Marketing
  1. 1Marketing
    Perfis
    4226
  2. 2Publicidade e Propaganda
    Perfis
    2884
  3. 3Administração
    Perfis
    2607
  4. 4Design
    Perfis
    2097
  5. 5Comunicação Social
    Perfis
    2070
  6. 6Direito
    Perfis
    504
  7. 7Jornalismo
    Perfis
    495
  8. 8Engenharia (outras)
    Perfis
    426
  9. 9Arquitetura
    Perfis
    320
  10. 10Relações Públicas
    Perfis
    263
Top 10 — Cursos de pós-graduação
O upgrade — gestão e estratégia dominam o foco do MBA
  1. 1Administração
    Perfis
    3037
  2. 2Marketing
    Perfis
    2672
  3. 3Comunicação Social
    Perfis
    740
  4. 4Design
    Perfis
    271
  5. 5Finanças
    Perfis
    161
  6. 6Gestão de Projetos
    Perfis
    146
  7. 7Direito
    Perfis
    141
  8. 8Branding
    Perfis
    123
  9. 9Recursos Humanos
    Perfis
    112
  10. 10Estratégia
    Perfis
    101

A trajetória do CMO Brasileiro.

Por quais degraus os atuais CMOs passaram antes de chegar ao topo? Mostramos o percentual de quem ocupou cada nível de senioridade ao longo da carreira.

B2B
B2C
Estagiário/Trainee
B2B
14%
B2C
13%
Ponto de entrada semelhante nos dois mercados
Analista
B2B
21%
B2C
19%
Nível mais comum na base da carreira
Coordenador
B2B
17%
B2C
17%
Nível intermediário equilibrado
Supervisor
B2B
9%
B2C
6%
B2B tem mais supervisores no caminho
Especialista
B2B
6%
B2C
5%
Carreira técnica antes do C-level
Gerente
B2B
37%
B2C
35%
O degrau universal antes do topo
37%
dos CMOs B2B passaram pela gerência antes de chegar ao topo
+8 anos
tempo médio da primeira exp. até o cargo de direção no B2B
O B2B valoriza cada degrau da escada. CMOs que pulam etapas são mais comuns no B2C — onde a ascensão é mais rápida e menos linear.
Áreas funcionais na trajetória
% dos diretores que passaram por cada área ao longo da carreira (além de Marketing)

A oportunidade está na mesa.

Growth Marketing tem 128 diretores no B2B, quase o dobro de 2024. Dobrou em um ano e ainda representa menos de 2% do total.

Performance Marketing seguiu trajetória parecida desde a pandemia, crescimento real, mas ainda minoritário.

Product Marketing chega como função importada do modelo SaaS americano, em ascensão acelerada e ainda em construção no mercado brasileiro.

Três funções que descrevem exatamente o que o B2B precisa. Três funções que juntas ainda não chegam a 5% da liderança de marketing no país.

Quem está construindo essa capacidade agora está, na prática, sem concorrência direta.

David Costa Lima
David Costa Lima
B2B Insiders
Growth Marketing
128
diretores B2B com Growth no título — quase 2x o volume registrado em 2024. O título praticamente não existia antes de 2019.
Product Marketing
33
diretores de Product Marketing em B2B. Função em ascensão acelerada, importada do modelo SaaS americano.
Performance Marketing
78
diretores focados em performance. A mentalidade data-driven já chegou ao C-level — e dobrou desde a primeira coleta.
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Metodologia

Este estudo foi realizado pela Driva em parceria com a B2B Insiders, utilizando a base proprietária de dados profissionais da Driva, a maior do Brasil para inteligência de mercado B2B.

  • Base de dados: 52,9 milhões de perfis profissionais, 2,54 milhões de empresas e 88,1 milhões de experiências profissionais mapeadas a partir de dados públicos do LinkedIn.
  • Universo analisado: 17.633 diretores e CMOs ativos no Brasil. Filtro híbrido: classificação de área e seniority dos modelos da Driva (16.065) somada ao match textual de "Diretor de Marketing", "Marketing Director" e "CMO" (palavra inteira) para capturar perfis com cargos atípicos (+1.568).
  • Classificação B2B/B2C: Baseada no setor e subsetor da empresa atual. Setores como Software, Telecomunicações, Fabricação, Serviços Empresariais foram classificados como B2B. Varejo, Hospitalidade, Bens de Consumo como B2C. Finanças e Mídia como Mistos.
  • Gênero: Inferido pela flexão de gênero nos títulos em português (diretor/diretora). Títulos em inglês não permitem inferência e foram classificados como "não determinado".
  • Trajetória: Reconstruída a partir de todas as experiências profissionais registradas de cada diretor, incluindo cargos anteriores em outras empresas.
  • Limitações: A base reflete profissionais com presença no LinkedIn, o que pode sub-representar setores menos digitalizados. A classificação B2B/B2C por setor é uma aproximação — empresas individuais podem atender ambos os mercados.